O amor, segundo a Palavra de Deus, não depende necessariamente de reciprocidade. Não é uma via de mão dupla em que oferecemos algo esperando receber algo em troca. Podemos fazer uma reflexão a partir das palavras de Jesus quando Ele nos ensina a dar sem buscar reconhecimento. Isso nos mostra que aquilo que fazemos não deve ter como objetivo receber reconhecimento ou recompensa dos homens.
É simplesmente amar. Mesmo que, em alguma ocasião, recebamos pedradas, rejeição ou ingratidão, continuamos amando. Foi assim que Jesus nos ensinou. Cada gesto, cada ação que realizou, quando curou, expulsou demônios, ensinou, acolheu e transformou vidas, revelava um amor verdadeiro. Um amor que não estava condicionado àquilo que receberia em troca.
Jesus nos ensinou a amar de uma maneira que ultrapassa aquilo que naturalmente esperamos receber das pessoas:
“Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.” (Mateus 5:44).
O amor é genuíno, verdadeiro e único. Ele tem o poder de transformar o nosso interior, de eliminar o rancor e o ódio e de nos conduzir ao verdadeiro perdão. O amor não é uma migalha, não é troco, não é algo oferecido pela metade. Amar é entregar-se por inteiro.
É oferecer aquilo que, muitas vezes, não receberemos de volta. É amar mesmo quando não encontramos reciprocidade, mesmo quando não somos amados da maneira que esperávamos. Mas isso não deve nos impedir de amar, porque a nossa recompensa não precisa vir das pessoas. Deus vê aquilo que muitas vezes os homens não conseguem enxergar.
Ele é o motivo de tudo isso. É a razão de um amor que não depende das circunstâncias, um amor que eleva nossas esperanças e nos faz compreender que foi por amor que tudo se tornou possível. Foi por amor que Cristo veio, foi por amor que entregou a sua vida e é por meio desse amor que temos a esperança da vida eterna.
A própria Palavra nos mostra de onde nasce esse amor que sentimos:
“Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.” (1 João 4:19).
É por isso que amamos. Não porque todos nos tratarão bem, não porque sempre receberemos carinho ou reconhecimento, mas porque conhecemos aquele que nos amou primeiro. O amor que recebemos de Cristo nos ensina a amar mesmo quando é difícil.
Fomos criados para viver em comunhão com Deus. E, por meio de Jesus Cristo, temos a esperança da vida eterna e de estar para sempre com aquele que nos amou. Essa esperança nos faz continuar, mesmo quando as circunstâncias tentam apagar aquilo que Deus colocou dentro de nós.
Por isso, eu amo porque Ele me amou. Eu perdoo porque Ele me perdoou. Nele está o meu foco, os meus anseios, a minha obediência, a minha caminhada, os meus desejos, as minhas escolhas, a minha fé e o meu amor.
E se um dia eu receber apenas pedradas em resposta ao amor que ofereci, ainda assim continuarei amando. Não porque seja fácil, mas porque Cristo me ensinou um caminho diferente. Não permitirei que a falta de reciprocidade determine aquilo que existe dentro do meu coração.
A Bíblia resume esse princípio de uma maneira simples e profunda:
“Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros.” (1 João 4:11).
Eu amo porque Ele me amou. Eu perdoo porque Ele me perdoou. Eu continuo caminhando porque foi Ele quem me encontrou, me alcançou e transformou minha vida.
Meu amor não está fundamentado naquilo que recebo das pessoas, mas naquele que entregou tudo por mim.
Eu amo porque Ele me amou primeiro.
Eduardo MLeão escreve artigos cristãos com base na Palavra de Deus, usando uma linguagem simples e acolhedora. Seus textos buscam fortalecer a fé e lembrar que Deus está presente em todos os momentos. E-books.




