Eu havia mudado de casa e, um dia, enquanto guardava o carro, senti no meu coração que Deus me direcionava a fazer uma campanha na nova casa. Inclusive, veio até o tema: “Purificação”.
O que inicialmente seria algo simples, com algumas pessoas da igreja e o pastor, acabou se tornando um encontro no quintal dos fundos da minha casa, com cerca de 20 cadeiras, todas ocupadas já no primeiro dia.
No segundo dia da campanha — que acontecia semanalmente, todas as quartas-feiras, durante três dias — houve ainda mais pessoas do que no primeiro. Já havia gente em pé, pois as cadeiras não eram suficientes. Eu nunca tinha visto tantas pessoas no quintal da minha casa.
No terceiro e último dia, pedi para que minha esposa preparasse o ambiente e montasse as cadeiras. Como havia dois quintais (frente e fundos), pedi também que nossa cachorra ficasse no quintal da frente, para não atrapalhar, já que ela costumava bagunçar as coisas.
Quando cheguei, as cadeiras estavam montadas, mas a cachorra estava solta e derrubando algumas delas. Perguntei à minha esposa se ela havia esquecido de prendê-la, e ela respondeu de forma diferente do habitual, dizendo que não havia esquecido e que tinha deixado solta de propósito. Em seguida, quando perguntei se eu tinha feito algo para deixá-la daquele jeito, ela respondeu: “Você sabe o que está fazendo”, e afirmou que iria pegar nosso filho, que na época tinha um ano, e ir embora.
Naquele momento, ela entrou no banheiro para se arrumar. Eu fiquei confuso com a situação e, sem saber como agir, me ajoelhei em frente ao berço do nosso filho e clamei a Deus.
Quando ela saiu do banheiro, parecia não se lembrar do que havia dito. Achei aquilo muito estranho e fiquei bastante abalado, embora não tenha discutido ou falado mais nada.
Logo depois, as pessoas começaram a chegar e o culto aconteceu normalmente. Havia ainda mais gente do que nos dias anteriores, ultrapassando a quantidade de cadeiras disponíveis.
Eu estava muito impactado emocionalmente e acabei não participando do culto, ficando no quintal da frente. Quando terminou, o pastor percebeu minha ausência e veio conversar comigo. Eu relatei o que havia acontecido.
Ele chamou outro irmão e entraram na casa para orar por nós. Em seguida, nos chamaram para ajoelhar juntos. Durante a oração, houve uma manifestação espiritual na minha esposa, e eles realizaram uma oração de libertação e expulsaram o demônio.



