A Bíblia não informa o nome pessoal do Faraó que perseguiu Israel no relato do Êxodo. O texto bíblico refere-se a ele simplesmente como “o Faraó” e concentra-se nos eventos (as pragas, a recusa, o endurecimento do coração e a libertação de Israel), não em sua identidade histórica. Abaixo há uma explicação apoiada em versículos e referências bíblicas.
1. A Escritura chama-o apenas de “Faraó”
Em todo o livro do Êxodo o personagem é identificado por seu título — Faraó — sem apresentarem-lhe um nome pessoal. Exemplos do relato mostram o uso contínuo do título:
“Então o Faraó disse: Quem é o SENHOR, para que eu o obedeça e deixe Israel ir?” (Êxodo 5:2 — Faraó falando).
O foco do autor bíblico é o confronto entre o Senhor e o poder imperial do Egito, por isso o soberano é tratado como representante do poder humano, não como indivíduo nomeado.
2. Um dado geográfico que gera hipóteses históricas
O texto menciona cidades e termos egípcios que deram margem a hipóteses arqueológicas, por exemplo a construção de “Pitom e Ramessés” (Êxodo 1:11) — isto é um dado geográfico/onomástico que alguns estudiosos usam para sugerir períodos e possíveis reis associados ao episódio. Entretanto, a Escritura em si não diz o nome do rei nem o identifica cronologicamente.
3. Versículos que mostram o tema espiritual (endurecimento e juízo)
Além de nomes, a Bíblia enfatiza a ação de Deus sobre o episódio e a resistência do Faraó. Por exemplo:
“Endurecerei o coração de Faraó, e o perseguirá; e serei glorificado em Faraó e no seu exército.” (Êxodo 14:4 — declaração do propósito divino).
O apóstolo Paulo também registra a reflexão teológica sobre o caso como exemplo da soberania de Deus na história (ver Romanos 9:17–18), mostrando que o foco bíblico é teológico: quem é Deus e como age para cumprir seus propósitos.
4. Por que o texto não dá o nome?
Algumas razões, à luz do próprio texto, podem explicar a omissão do nome:
Intenção teológica: o relato quer mostrar o confronto entre o Senhor e o poder humano; o título “Faraó” funciona como símbolo do poder opressor.
Universalidade do exemplo: ao não identificar historicamente o rei, a narrativa fala a diferentes tempos e lugares sobre a soberania de Deus e o juízo sobre a opressão.
Foco narrativo: o enredo concentra-se nas pragas, na libertação e na demonstração do poder de Deus, não em detalhes pessoais do monarca.
5. Conclusão
A resposta curta: a Bíblia não informa o nome do Faraó do Êxodo. O texto usa o título “Faraó” e fornece elementos (como nomes de cidades) que levaram estudiosos a propor hipóteses históricas, mas a Escritura mantém o rei anônimo porque seu papel no texto é representar o poder humano frente à ação salvífica e juízos de Deus.
Referências bíblicas citadas (para leitura): Êxodo 1:11; 5:2; 9:12; 14:4; Romanos 9:17–18.



